Impactos do Projeto Willow no mundo

O que é? 

A proposta do Projeto Willow foi apresentada pela petrolífera ConocoPhilips e aprovada inicialmente no governo de Donald Trump (2017-2021), mas foi suspensa em 2021. Já no dia 13 de março de 2023 o projeto foi colocado em andamento pelo atual Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Sob a responsabilidade da empresa, até 199 poços podem ser perfurados na Reserva Nacional de Petróleo no Alasca. Porém,  o número de plataformas de perfuração foi reduzido em 40% em relação à proposta original por orgãos administrativos. 


O plano consiste em construir até 250 poços, 37 milhas de estradas, 389 milhas de oleodutos, pistas de pouso e uma nova instalação de processamento central. Sendo assim, o Projeto Willow contribuiria mais com emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) do que qualquer outro projeto do governo americano.  Com isso, os esforços para atingir reduções e manter o aquecimento global são negligenciados.


Qual a polêmica por trás?

A insatisfação popular vista nas manifestações recentes se dá, primeiramente, pela promessa não cumprida do presidente em não permitir novas perfurações de combustíveis fósseis em território federal. O dilema do projeto está entre deter a produção acelerada de combustíveis fósseis no combate ao aquecimento global e solucionar a demanda da economia norte-americana dependente desse combustível.

"Em algum momento, teremos que deixar petróleo, gás e carvão no solo. E para mim, esse ponto é agora - particularmente em um ecossistema vulnerável como o Ártico", disse Rob Jackson, cientista climático da Universidade de Stanford.



 

Entenda os dados

1. Estima-se que a produção seja de 180 mil barris de petróleo por dia. Ou seja, em 30 anos a emissão de CO2 na atmosfera chega a 263 milhões de toneladas métricas.

2. Seriam equivalente às emissões de 66 usinas a carvão (aproximadamente 1/3 de todas as usinas de carvão dos EUA) ou de 56 milhões de veículos durante um ano inteiro. 

3. Funcionários do Departamento do Interior apresentaram por anos porcentagens segmentadas e relativamente pequenas como justificativa para a aprovação de minas de carvão e arrendamentos de petróleo e gás. 


Vantagens

Depois que a produção de petróleo caiu radicalmente desde os anos 80, para o Alasca, o projeto seria como um milagre econômico. Líderes de ambos os partidos (republicanos e democratas), se uniram em prol dele. O petróleo tem sido sua força vital econômica, com receitas ajudando comunidades remotas e aldeias no North Slope rico em petróleo do Alasca.


Desvantagens

Por outro lado, o estado também sentiu os impactos da mudança climática: a erosão costeira está ameaçando aldeias indígenas, incêndios florestais incomuns estão surgindo, o gelo do mar está diminuindo e o permafrost promete liberar carbono à medida que derrete. Cada tonelada de gases de efeito estufa emitida pelo projeto contribuiria ainda mais para que esses fenômenos ocorram e põe em perigo os ursos polares e aldeias do local.




Conclusões

Tendo em vista as precedências, espera-se que a demanda global por petróleo continue aumentando.

Por mais que diversas medidas venham sido tomadas ao longo do século para frear esse cenário, a necessidade por tal combustível se mostra evidente. No setor automobilístico, por exemplo, os veículos elétricos oferecem um substituto potencial para carros e caminhões movidos a gasolina, mas até agora não mostraram resultados significativos. 

O que vem a seguir

As disposições da medida vinculam o arrendamento de petróleo e gás ao desenvolvimento de energia renovável. Consequentemente, o governo colocará à venda mais de 73 milhões de acres (29,5 milhões de hectares) de arrendamentos de petróleo e gás para venda em 29 de março no Golfo do México. Ao longo de vários meses, a partir de maio, também planeja leiloar cerca de 350.000 acres (141.600 hectares) de arrendamentos de petróleo e gás em terra em Wyoming, Novo México, Montana, Nevada e outros estados. Ambientalistas dizem que a venda do Golfo por si só poderia render mais de 1 bilhão de barris de petróleo em 50 anos.






Fontes:
https://protectourwinters.org/campaign/willow/
https://phys.org/news/2023-03-alaska-oil-climate.html
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/mundo/o-que-e-o-projeto-willow-entenda-iniciativa-aprovada-por-biden-para-extrair-petroleo-do-alasca-1.3345904




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